Há algumas semanas foram divulgadas na net fotografias arrepiantes. Em algumas delas via-se uma enseada com uma multidão à volta, assistindo aparentemente entusiasmada a um espectáculo que não se entendia bem qual era. Percebia-se apenas que havia uma grande confusão dentro de água – cuja cor, junto à praia, passava de azul a um vermelho vivo.
As fotos mais próximas eram mais esclarecedoras. Nelas, podiam ver-se dezenas de rapazes de arpões na mão desferindo furiosamente golpes contra golfinhos. E o vermelho que tingia a água era sangue, sangue fresco, que escorria dos corpos dos animais ainda vivos.
A legenda da foto explicava o motivo daquela selvageria: tratava-se de um ritual de iniciação destinado aos jovens que entravam na idade adulta. Uma espécie de ‘Ritual tribal’, portanto. Enquanto em outros locais se organizam bailes para apresentar as debutantes (e os debutantes) à sociedade, ali organiza-se anualmente aquela matança.
Se as imagens já eram chocantes, a surpresa é maior pelo fato de a cerimônia se realizar na “civilizada” Dinamarca – país que faz luxo dos seus pergaminhos ‘humanitários’, que se apresenta como um modelo em matéria de civismo, que participa ativamente nas campanhas a favor dos direitos em geral. Afinal, percebe-se agora que os seu luta pelos direitos dizem apenas respeito aos homens, não aos animais. Mesmo quando os animais são dóceis, meigos, simpáticos, brincam com as crianças e não fazem mal a ninguém.
Não devemos nos esquecer das touradas em que se mata os touros com lanças e ele acaba morrendo devido a hemorragia causada por dezenas de lanças e não me esqueço do meu pais o Brasil em especial a minha realidade que se exibi uma criança por ter conseguido penetrar grossamente uma faca em um porco.
O animal racional (humano) tem muito o que aprender com o animal irracional.
Texto: Gilmar Souza
Foto: Google
Texto:Gilmar Souza Koizumi
Fotos: Google

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