Conspiração
Pe. Gabriel
Comigo faz um jogo de esconde-esconde, mas já foi visto por Inês e por duas amigas juntas, como se não temesse a presença de testemunhas. Foi visto também pelo Conselho Administrativo e pela maior autoridade que, possivelmente, cruzou seu caminho: meu amigo Pe. Jair. Cheguei a desconfiar que o pequeno roedor pertencesse a algum grupo de espionagem ou organização criminosa.
Seu Voyeurismo é tamanho que sente prazer em espiar-me sem ser notado. Sua ousadia desconhece limites. Já foi visto no armário da cozinha, na gaveta de Lucas e até sob a mala de Pe. Jair usando-a como transporte para a garagem. Nesse dia comecei a desconfiar mais de meu indesejado inquilino. Além de medicamentos (e muitos!) o que mais poderia haver naquela mala, se nem de couro ela era? Com certeza, esse rato anda me espionando e não é de hoje! Ontem, o misterioso anfitrião rompeu com todos os limites do respeito. Desfilou-se bem ali, sob o olhar impotente dos membros do Conselho Administrativo da Paróquia.
O que ele quer é desafiar, mesmo! Já não teme a mais alta estância decisória da paróquia! Sem saber o que fazer diante do inesperado ouviu-se apenas um "ohh" prolongado. Geraldinho, o coordenador, chegou a ruborizar-se diante do fato. Viu naquilo um desafio de quem já perdeu todo o respeito pelas autoridades.
Cheguei a cogitar numa armadilha para o intruso. Sugeriram-me uma ratoeira desde que não fosse adquirida em Brasília. Parece, que as de lá, não têm funcionado bem. Vandeir, um dos conselheiros, sugeriu que fosse comprado "Racumi". Disse que o veneno é batata! E se o rato gostar de batatas? - pensei em meu silêncio. Houve uma voz dissonante sugerindo que o larápio fosse capturado vivo e exposto à humilhação pública. Mas se isso acontecesse quem daria o tiro de misericórdia no condenado?
Seu Voyeurismo é tamanho que sente prazer em espiar-me sem ser notado. Sua ousadia desconhece limites. Já foi visto no armário da cozinha, na gaveta de Lucas e até sob a mala de Pe. Jair usando-a como transporte para a garagem. Nesse dia comecei a desconfiar mais de meu indesejado inquilino. Além de medicamentos (e muitos!) o que mais poderia haver naquela mala, se nem de couro ela era? Com certeza, esse rato anda me espionando e não é de hoje! Ontem, o misterioso anfitrião rompeu com todos os limites do respeito. Desfilou-se bem ali, sob o olhar impotente dos membros do Conselho Administrativo da Paróquia.
O que ele quer é desafiar, mesmo! Já não teme a mais alta estância decisória da paróquia! Sem saber o que fazer diante do inesperado ouviu-se apenas um "ohh" prolongado. Geraldinho, o coordenador, chegou a ruborizar-se diante do fato. Viu naquilo um desafio de quem já perdeu todo o respeito pelas autoridades.
Cheguei a cogitar numa armadilha para o intruso. Sugeriram-me uma ratoeira desde que não fosse adquirida em Brasília. Parece, que as de lá, não têm funcionado bem. Vandeir, um dos conselheiros, sugeriu que fosse comprado "Racumi". Disse que o veneno é batata! E se o rato gostar de batatas? - pensei em meu silêncio. Houve uma voz dissonante sugerindo que o larápio fosse capturado vivo e exposto à humilhação pública. Mas se isso acontecesse quem daria o tiro de misericórdia no condenado?
Diante do exposto, confesso que ando meio confuso. Convivo sob o mesmo teto, com um rato cheio de truques que confunde meus planos. Já pensei em fazer terapia com Pe. Jair. Estou sendo perseguido por um sujeito da pior espécie possível e nem sei qual poderia ser o final dessa história. Volte, Pe. Jair! - venha atender seu amigo antes de ter que rezar por sua alma...
Fonte: Pe Gabriel


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